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Caminhão apreendido é levado para a sede da PF (Foto: Ascom/PF)

Polícia Federal faz operação contra roubos de carga em AL e mais cinco estados

Ao menos 26 pessoas foram presas nesta terça-feira (17) pela Polícia Federal durante uma operação contra suspeitos de roubos de carga em Alagoas e mais cinco estados. A operação denominada Transbordo cumpre 173 mandados judiciais expedidos pela 17ª Vara Criminal de Maceió. Estima-se que a organização criminosa tenha causado um prejuízo superior a R$ 8,6 milhões, só em relação a roubo de cargas e caminhões.

A operação ocorre em Maceió, São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, Ceará e Pernambuco. Segundo a PF, 5 pessoas foram presas em Alagoas. Em São Paulo, sete pessoas foram presas e armas, veículos e dinheiro foram apreendidos.

Ao todo são cumpridos 64 mandados de prisão e 106 de busca e apreensão, a maioria deles em São Paulo. Além disso, a Justiça expediu três mandados de interdição de empresas envolvidas em receptação de mercadorias roubadas, na cidade de São Miguel dos Campos, Litoral Sul de Alagoas.
 

Segundo a PF, a operação visa desarticular uma organização criminosa envolvida em crimes de furto e receptação de cargas e caminhões em diversos estados do Nordeste e Sudeste, valendo-se de falsas comunicações de crimes de roubo, além de adulteração de veículos, golpes em seguradoras e outros delitos.

A organização criminosa contava com a participação dos motoristas dos caminhões, que simulavam terem sido sequestrados por assaltantes, enquanto outros integrantes realizavam a desativação dos dispositivos de segurança do caminhão e a subtração da carga. Depois disso, o motorista ia até a polícia para registrar a falsa comunicação do crime.
 

Segundo as investigações, a organização criminosa não tinha um tipo de mercadoria preferencial como alvo. Eles atuavam em qualquer frente, desde que fosse mercadoria (têxtil, eletrônicos, alimentos etc).

A investigação foi realizada pela Superintendência da Polícia Federal em Alagoas, com o apoio da Polícia Rodoviária Federal.
 

Fonte: Terra

Em crise, Neymar perde aura de mito e precisa se reinventar

Jogador foi desconstruído na mídia enquanto surgiram novos ídolos na Copa da Rússia


Grandes competições esportivas servem para reafirmar talentos, apontar revelações e, às vezes, transformar um atleta em vilão.
Neymar é a bola da vez, porém num sentido nada positivo. O principal nome da Seleção Brasileira virou alvo fácil na Copa da Rússia.
Comentaristas dos mais variados veículos (TVs, rádios, jornais, revistas e internet) perderam o pudor em criticá-lo. O camisa 10 foi duramente julgado pelas ações e omissões.

As atitudes em campo – especialmente as quedas vistas como encenações exageradas – geraram incontáveis memes engraçados, porém depreciativos. O planeta adorou debochar de Neymar. Até o presidente da FIFA caiu no riso.

Bastaram alguns jogos no maior campeonato do mundo para que ruísse a fantasia em torno do atacante. Passou a ser alguém sem blindagem. Todo mundo agora se sente no direito de condená-lo.

O próprio jogador minuciou os desafetos: ignorou a imprensa e o público após a desclassificação do Brasil. Calar-se foi um erro tolo, que piorou a crise de imagem iniciada com o desempenho instável nos gramados russos.

Um ídolo não pode fugir às obrigações de seu papel. Uma delas é transmitir uma mensagem aos fãs (e, de quebra, a seus antagonistas) nos momentos de desencanto. Poucas palavras bastariam. Neymar preferiu o autoexílio longe de câmeras e microfones. Talvez ele ainda não saiba que o silêncio custa caro. Mensagens em rede sociais não criam o mesmo impacto que a sinceridade do olhar, da voz, da expressão facial. A imprensa brasileira destaca a criação de um suposto ‘plano de emergência’ para reverter a imagem negativa que embalou a estrela do Paris Saint-Germain. A pressa se justifica pelo temor de perda de patrocínios. Na quinta-feira (19), um leilão em prol do Instituto Projeto Neymar Jr. reunirá celebridades e imprensa no Hotel Unique, em São Paulo. A expectativa é arrecadar mais de 2,5 milhões de reais para a instituição que atende crianças carentes no litoral paulista.

A filantropia sempre produz retorno midiático. Mas, sozinha, não será capaz de reabilitar o status do astro do futebol. Bom desempenho em campo e discursos coerentes serão imprescindíveis para que as chacotas cessem e o respeito seja restabelecido.

Neymar se viu atropelado pelo excesso de marketing criado em torno dele. O jovem mito foi humanizado pelas próprias falhas. Passada a tormenta, é hora de demonstrar ter aprendido a lição: menos celebridade, mais maturidade.

A fila anda e novos ídolos surgiram na Copa da Rússia. O ‘menino’ Neymar, de 26 anos, já tem sucessores a caminho – e a mídia, que jamais é fiel, adora destronar quem chegou ao topo.

Foto: Jay Maidment - © 2015 Marvel / Divulgação

Marvel confirma produção de filme solo da 'Viúva Negra'

Após meses de especulação e muitos pedidos dos fãs, a Marvelconfirmou a produção do filme solo da Viúva Negra, a espiã soviética interpretada por Scarlett Johansson no lucrativo universo cinematográfico baseado nos quadrinhos da empresa norte-americana. A diretora australiana Cate Shortland foi contratada para ser a diretora da produção.

Cate se tornará a primeira mulher a dirigir sozinha um filme da Marvel (Anna Boden comandou Capitã Marvel junto com o marido, Ryan Fleck), uma busca que durou mais de seis meses e que o produtor Kevin Feigetomou como prioridade para o filme ser produzido, segundo a revista The Hollywood Reporter.

Ainda sem data de estreia prevista, o filme escrito pela roteirista Jac Schaeffer não será influenciado pelos acontecimentos de Vingadores: Guerra Infinita e deve se passar antes do primeiro longa do grupo de super-heróis, contando uma história de quando a Viúva Negra ainda era uma agente a serviço do país comunista.

Pedido de abono de falta aumenta 11 vezes na Câmara

Até maio deste ano eleitoral, 527 solicitações já foram feitas à Casa ante 47 no mesmo período de 2017

Câmara registrou em 2018, ano eleitoral, um aumento de mais de 11 vezes nos pedidos de deputados federais para abonar suas faltas. Foram 527 solicitações feitas de janeiro a maio, ante 47 no mesmo período do ano passado. Os motivos alegados pelos parlamentares são diversos, como a participação em eventos partidários, missões externas e promoção de questões de interesse público.
Neste ano, 69% dos pedidos - ou 364 deles - foram acatados pela Casa. Nos demais, a justificativa do parlamentar ausente não foi aceita e a falta, descontada no salário. No ano passado, todos os pedidos de abono no período foram atendidos. Para que as faltas não sejam descontadas dos salários, os parlamentares têm até 30 dias para apresentar a justificativa.

Os deputados recebem, atualmente, R$ 33.763 mensais, em valores brutos. Cada ausência leva ao desconto de uma diária do salário. Quando a falta é abonada pela Mesa Diretora, porém, a Câmara tem de devolver os recursos ao parlamentar caso já tenham sido descontados. Se o deputado não comparecer a 1/3 das sessões ordinárias e as faltas não forem abonadas, ele pode perder o mandato.

A Câmara não divulga os autores dos pedidos de abono e justifica o sigilo afirmando que a divulgação dessas informações pode prejudicar a privacidade dos solicitantes. A Mesa Diretora também não revela a lista com o total de faltas dos parlamentares por mês.

De acordo com o terceiro-secretário da Câmara, deputado João Henrique Holanda, o JHC (PSB-AL), a Mesa "está sendo mais restritiva em relação ao abono, mas o regimento interno é abrangente sobre a questão da atividade política partidária". Há casos de perdões a faltosos, porém, que não estão previstos em normas da Casa, como problemas de deslocamento (16), ida a audiências judiciais (10) e comparecimento a eventos familiares (2).

JHC afirma que todos os pedidos de abono de faltas acatados pela Mesa seguem critérios "plausíveis" em relação à atividade parlamentar.

Entre os menos assíduos da atual legislatura está o deputado federal Guilherme Mussi (PP-SP), que faltou 96 dias em que ocorreram sessões deliberativas, 24,8% do total. O parlamentar afirma que as faltas decorrem de sua atividade como presidente estadual do PP paulista. Ele reclama da demora da Mesa Diretora em julgar os seus pedidos de abono. "Eu apresento as justificativas, mas as reuniões da Mesa demoram até 60 dias", afirma o deputado.

Condenação

Atualmente, a Câmara possui dois parlamentares - João Rodrigues (PSD-SC) e Celso Jacob (MDB-RJ) - que, mesmo presos, foram autorizados a trabalhar na Casa durante o dia. Ambos possuem um alto porcentual de faltas.

Preso em fevereiro após condenação de cinco anos e três meses de prisão por fraude e dispensa irregular de licitação, Rodrigues não justificou ausência em 81 dias em que tiveram sessões deliberativas. A assessoria de imprensa do parlamentar afirmou que chegou a solicitar o abono salarial referente aos meses em que Rodrigues esteve preso mas o pedido indeferido pela presidência da casa.

Já o deputado Celso Jacob, condenado a 7 anos e 2 meses de detenção, faltou a 59 dias de sessões deliberativas na Câmara, ou 16,5% do total de reuniões nessa legislatura. A assessoria justificou que o parlamentar teve o mandato cassado pelo período de um ano, recuperado no mês passado.

Prisão é citada como motivo de ausências

A assessoria de imprensa do deputado Celso Jacob (MDB-RJ) afirmou que o parlamentar não compareceu ao plenário recentemente porque teve o mandato cassado após condenação a 7 anos e 2 meses de reclusão por falsificação de documento público e dispensa indevida de licitação quando era prefeito de Três Rios (RJ), de 2001 a 2008.

Segundo a assessoria do deputado, ele cumpriu pena em regime semiaberto desde junho de 2017 e, no mês passado, recuperou o direito de exercer atividades na Câmara.

O deputado João Rodrigues (PSD-SC), que cumpre pena no Centro de Detenção Provisória no Complexo da Papuda, em Brasília, passa por situação semelhante à de Jacob. Segundo sua assessoria, a detenção é a causa das faltas.

O parlamentar foi condenado pelo Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF-4) a 5 anos e 3 meses em regime semiaberto em 2009. O deputado foi acusado por fraude e dispensa irregular de licitação. No início de junho, o ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal, autorizou o deputado a exercer seu mandato na Câmara.

Comissões. A participação em comissões da Câmara foi a justificativa apresentada pela assessoria do deputado Vicente Cândido (PT-SP). "Por diversas vezes o deputado não marca o ponto de presença por causa de suas atividades em comissões", informou. A assessoria disse ainda que o parlamentar permanece em Brasília "não necessariamente no plenário, porém sempre exercendo suas atividades".

Também em nota, o deputado Edmar Arruda (PSD-PR) afirmou que, conforme relatório de frequência do Departamento de Pessoal da Câmara, ele teve faltas abonadas apenas em cinco dias entre janeiro e junho de 2018, todas por motivos de saúde.