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Vacina contra sarampo está disponível no SUS (Foto: Cristine Rochol/PMPA)

Ministério confirma 677 casos de sarampo em seis estados do Brasil Amazonas e Roraima lideram com maior número de infecções, com 444 e 216 casos, respectivamente.

Ministério da Saúde atualizou o número de casos de sarampo no Brasil: foram 677 casos até esta terça-feira (17) em seis estados: Amazonas, Roraima, Rondônia, São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. O número de casos em investigação assusta: chegou a 2.724.

 

 

Atualmente, o Brasil enfrenta dois surtos da doença, em Roraima e no Amazonas. Segundo o governo, eles estão relacionados à importação de casos de outros países. "Isso ficou comprovado pelo genótipo do vírus (D8) que foi identificado, que é o mesmo que circula na Venezuela", afirma o ministério.

Casos de sarampo no Brasil

ESTADO NOTIFICADOS CONFIRMADOS EM INVESTIGAÇÃO DESCARTADOS
AM 3.120 444 2.529 147
RR 414 216 160 38
RO 1 1 - -
SP 1 1 - -
RJ 40 7 33 -
RS 10 8 2 -

Fonte: Ministério da Saúde

A região Norte, como é visto na tabela acima, alavanca o número de casos. O Ministério da Saúde acredita que vá conseguir controlar os surtos, mas ressalta que o aumento das taxas de vacinação é importantíssimo para garantir o controle da doença. Juntamente com o sarampo, o país também está atento à circulação e às baixas coberturas vacinais da poliomielite.

 

Sarampo no mundo

 

Nesta terça-feira, a Organização Mundial da Saúde divulgou uma altano número de casos da doença em todo o mundo. A baixa cobertura vacinal em alguns países, como o Brasil, contribuiu para volta da doença - foram 173.330 casos no planeta, um aumento de 41 mil casos em apenas um ano.

 

Globalmente, 85% das crianças foram vacinadas com a primeira dose da vacina contra o sarampo no primeiro ano de vida, através dos serviços de saúde de rotina e 67% com uma segunda dose.

Apesar disso, segundo o relatório da OMS, os níveis de cobertura permanecem bem aquém da cobertura de imunização contra o sarampo recomendada pela organização, que é de pelo menos 95% para evitar surtos, evitar mortes evitáveis ​​e alcançar metas de eliminação regional.

Apreensão de cocaína nos portos do País tem o maior volume em dez anos

As apreensões de cocaína em 2018 nos maiores portos do País já são as mais volumosas dos últimos dez anos. Do início de janeiro até anteontem, a Polícia Federal e a Receita Federal flagraram, em média, 66 quilos da droga por dia. O material é achado escondido em contêineres ou nos navios, a maioria com destino à Europa – pelo menos 28 operações somaram 13,8 toneladas retiradas de circulação. Durante todo o ano passado, foram 17,6 toneladas de droga apreendidas nos portos – média de 49 quilos por dia.
Especialistas apontam que o aumento nas apreensões, que começou a ser notado a partir de 2016, indica atuação mais qualificada das forças policiais, com trabalho de inteligência, mas também que as facções criminosas, em especial o Primeiro Comando da Capital (PCC), têm atuado com mais intensidade para escoar o produto ilegal e manter seu ritmo de crescimento.

Das 13,8 toneladas apreendidas até esta semana, 10,1 toneladas foram encontradas no Porto de Santos, o maior do País. Apesar da concentração em Santos, a localização de cocaína nos portos também cresceu em Paranaguá (Paraná) e no Rio. No porto paranaense, as 2,1 toneladas encontradas neste ano são a maior quantidade já apreendida no local na década. O mesmo vale para a 1,5 tonelada apreendida no porto fluminense.
Ao longo dos anos, as operações no porto paulista têm encontrado os maiores volumes da droga. Enquanto em 2015 os órgãos de segurança haviam flagrado 1,4 tonelada, em 2016 o número passou para 10,6 toneladas. O crescimento foi confirmado no ano passado: 12,1 toneladas ao longo dos 12 meses.

Os terminais do litoral paulista movimentam anualmente cerca de 110 milhões de toneladas de mercadorias. O grande volume de trânsito é apontado como um dos fatores para o Porto de Santos ser o escolhido por quadrilhas para transportar drogas, com o objetivo de ficar menos sujeitas a fiscalização.

“É impossível fiscalizar todos os contêineres. O que fazemos é montar um perfil de carga suspeita com base em informações do exportador, do destino, além de usar imagens de scanner que podem indicar a presença da droga”, disse o auditor fiscal Oswaldo Souza Dias Júnior, chefe da Equipe de Repressão (Eqrep) da Alfândega de Santos.
Fiscal. Ontem, uma equipe da Receita Federal inspecionou dois contêineres, com base em alertas feitos por analistas do scanner. O raio X mostrava um material com densidade diferente no meio da carga. Em um ambiente monitorado por dezenas de câmeras, um dos funcionários do terminal rompeu o lacre e abriu uma das portas para que Dixie, uma pastora alemã de 6 anos, iniciasse a inspeção.

Anteontem, ela já havia se sentado em frente a uma das grandes caixas de metal, sinalizando que havia farejado droga. Ao desembarcar a carga de soja, os inspetores constataram que 13 sacas de 50 quilos não carregavam o produto, mas sim cocaína.

Nos poucos minutos que Dixie ficou na frente dos contêineres ontem, não houve nenhum indicativo. Ainda assim, metade da carga de cascas de limão desidratadas exportadas pela Argentina foi retirada para checagem. Com um equipamento de metal, a funcionária da Receita furou várias sacas e confirmou que se tratava do produto indicado na embalagem. Reparou o furo com uma fita e liberou a carga para a exportação.
A droga tem sido destinada, sobretudo, para portos europeus. Neste ano, cocaína foi encontrada em seis oportunidades em contêineres que fariam baldeação ou tinham como destino final o porto da Antuérpia, na Bélgica. A recorrência de casos já fez com que policiais federais belgas viessem a São Paulo, em abril, para discutir estratégias de combate ao tráfico com as autoridades brasileiras.

Delegado da Polícia Federal com cinco anos de atuação no Porto de Santos, Ciro Tadeu Morais disse ao [ ]Estado[/ ] que o local é “um funil da droga produzida nos países andinos”. Para ele, é “evidente” a grande participação de membros do PCC nos crimes cometidos no porto paulista. O delegado destaca a logística oferecida pelo grupo para tentar facilitar o cometimento do crime.

“O estivador que vai lá e auxilia na inserção da droga não necessariamente é um membro do PCC, mas a pessoa que o cooptou sim. A facção fornece a estrutura para que a droga entre fácil no País e saia para a Europa”, disse.
A Receita Federal estima que em 95% dos casos a técnica usada pelos traficantes seja a chamada “rip-off loading”. Sem conhecimento do proprietário, a carga é desviada para a “contaminação”, como denominam os fiscais, momento no qual o lacre é rompido ou a estrutura do contêiner é alterada para a inserção da droga.

Bebê cabeludo no Japão faz sucesso nas redes sociais

Uma bebê japonesa de apenas 6 meses, conhecida como Baby Chanco, está fazendo sucesso nas redes sociais como o novo “bebê cabeludo.”

O perfil dela no Instagram, feito há 2 meses, já conta com mais de 40 mil seguidores.

Adnan Oktar é uma controversa figura pública na Turquia, onde é conhecido por ser um televangelista, um pregador na TV

Quem é Adnan Oktar, o polêmico pregador islâmico acusado de exploração sexual

Celebridade na TV turca, defensor do criacionismo islâmico que aparecia cercado por mulheres seminuas e chamou Darwin de 'pai do terrorismo' foi preso, acusado de crime organizado, fraude e exploração sexual.


Os dias de extravagância na vida de Adnan Oktar podem ter ficado para trás.

Bastante famoso em seu país, a Turquia, o famoso pregador televisivo, que aparecia sempre ostentando joias e marcas de luxo, foi preso, acusado de crime organizado, fraude e exploração sexual. A operação policial que levou à prisão de Oktar e mais 234 pessoasenvolveu cinco províncias na Turquia e contou com buscas em várias de suas propriedades, segundo a agência turca de notícias Anadolu.

Esta não é a primeira vez em que esse personagem controverso tem problemas com a Justiça. Em 1999, foi acusado de intimidação e de criação de uma organização criminosa - foi detido, mas liberado mais tarde. Oktar despontou para a fama nacional - e depois regional - na década de 1980, quando estabeleceu sua organização religiosa islâmica em Istambul e começou a acumular riqueza e influência.


Contra Darwin

Na Turquia, alguns o veem como um perigoso fanático religioso, outros, como um influente pensador.

No início de sua trajetória como líder de seita, Oktar era abertamente antissemita e negava que o Holocausto tivesse existido. Além disso, defendia o criacionismo - a visão de que o mundo e a vida foram criados por uma entidade superior - e manifestava uma profunda aversão à teoria da evolução. Em uma entrevista de 2010 à BBC, Oktar defende que Darwin - o pai da teoria da Evolução - teria inspirado ditadores e terroristas. "Hitler, Mussolini, Stalin e muitos outros terroristas famosos, todos dizem claramente que estiveram sob a influência de Darwin (...) Sem Darwin, o terrorismo é quase impossível", disse ele à época. Depois dos ataques de 11 de setembro de 2001 nos EUA, Oktar começou a se apresentar como ativista inter-religioso que defendia o diálogo e uma frente comum contra o terrorismo internacional.

 

Ele publicou vários livros sob o pseudônimo de Harun Yahya. Nos últimos anos, Oktar inaugurou um canal de televisão, que usava como plataforma para promover suas crenças e sua interpretação bastante particular do Islã. Durante suas transmissões, aparecia cercado por telas e mulheres seminuas.


Harém de 'gatinhas'

Um dos aspectos mais polêmicos do pregador religioso é o seu "exército" de seguidores - mulheres supermaquiadas e com roupas sensuais, descritas como seu harém de "gatinhas".

Ex-integrantes de sua organização contaram que a maioria dessas mulheres enfrenta lavagem cerebral, ameaças e chantagem - e que elas são escravizadas sexualmente. Outras acusações dão conta de que a organização liderada por Oktar envia "devotos" para "caçar" possíveis jovens seguidores, principalmente em famílias abastadas. As mulheres, uma vez recrutadas, perdem contato com suas famílias e nunca mais conversam com elas.

Quando testemunharam perante a polícia em 1999, algumas mulheres disseram que eram persuadidas a participar de sessões de sexo nas quais eram filmadas e/ou fotografadas. As imagens eram então usadas para chantageá-las caso tentassem sair do grupo.

 

Há relatos de "gatinhas" mais próximas a Oktar que passaram a ser chamadas de "irmãs".

Uma vez considerada uma "irmã", nenhum dos discípulos de Oktar - que são chamados de "leões" - tinha permissão para fazer sexo com ela. Se não eram "irmãs", as mulheres do grupo eram "motores", como eram chamadas as mulher que podiam dormir com vários homens. Quando Oktar foi confrontado com estas alegações, ele disse ter sido vítima de uma conspiração global, liderada pelos serviços de inteligência britânicos, para prejudicar tanto ele quanto sua organização.


Vida luxuosa

Além de suas visões controversas sobre o mundo, Oktar ficou famoso por seu estilo de vida luxuoso, constantemente exibido nas redes sociais.

Ele mora em uma vila suntuosa em Istambul, onde é frequentemente fotografado ao lado de mulheres sem muita roupa. Sabe-se que seus seguidores vivem em apartamentos em bairros mais abastados de Istambul, geralmente em grupos de três ou quatro pessoas. Ele também ficou conhecido pelos jantares organizados durante o Ramadã, o mês sagrado do islamismo, em um hotel exclusivo em Istambul - para os quais são convidados celebridades, mídia, membros de organizações internacionais e políticos.
 

 

Amigo de Israel

Apesar das críticas ao judaísmo e das visões antissemitas que expressou no passado, Oktar recentemente estreitou seus laços com Israel.

Ele e os membros de sua organização visitaram o país em diversas ocasiões e se reuniram com rabinos e políticos dos altos escalões do governo. Altos funcionários israelenses retribuíram com visitas na Turquia. Um deles foi Ayoub Kara, ministro das Comunicações de Israel e membro do partido Likud no Parlamento israelense. Da mesma forma, o rabino-chefe de Tel Aviv, Yisrael Meir Lau, disse na televisão: "Eu quero lhe agradecer pela hospitalidade e pelo convite para vir nos conhecer". 

Um ano atrás, Oktar enviou uma delegação para visitar o Parlamento israelense. Eles tiveram a oportunidade de se reunir com altos funcionários e se apresentarem pessoalmente ao primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu.