A eterna criatividade do nordestino

A eterna criatividade do nordestino
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        Em tempos de preconceito aflorado contra tudo que é diferente, levanto a bandeira de uma maioria que é discriminada, muitas vezes, por seu jeito de falar, de ser, de comer e de se comportar. Especialmente se nordestina, mulher, preta, pobre e gorda. Nossa! Aí não sobra nenhum pedacinho sem crítica.
      Mas fique sabendo você, que o nordestino é dono de uma riqueza cultural avantajada. Primeiro porque foi ali naquelas terras que o Brasil nasceu, depois foi dali também que saiu gente para povoar todo o resto do Brasil. A região é responsável por prover todo o restante do país com comediantes, com grandes músicos, alfabetizadores, professores arretados, escritores, pensadores e mais.
         É ali mesmo no Nordeste Brasileiro que estão lindas praias tropicais. Para onde correm todo o restante do país e do mundo. Então basta dizer que é o Nordeste, um dos portões principais para o Brasil, não é? 
      Não, não basta. É preciso dizer que as artes mais coloridas, divertidas e engraçadas estão ali. Duvida? Veja a festa junina trazida para o Brasil. Enquanto o restante do país festeja em junho, o nordestino começa ensaiar quadrilha em outubro, começa a montar o arraiá em abril e desmonta as barracas em julho. E ainda exporta artigos juninos para o restante da federação.
        Se ainda não se convenceu saiba que a literatura de cordel, poesias cantadas e declamadas trazidas pelo europeu, encontrou ali naquelas terras altas, terreno fértil para crescer e multiplicar. Se não souber fazer um cordel não é nordestino.
       E pra terminar, como se não bastasse toda a buchada de bode e os imbuzeiros, inventaram ainda umas bandas de música com nomes pra lá de interessantes. Limão com Mel, Cebola Ralada, Mastruz com Leite, Vaca Atolada, Aviões do Forró, Cavalo de Pau, Calango Aceso, Saia Rodada.
     Sim, não podemos finalizar sem dizer que o forró que você gosta de dançar por todo o Brasil,  encantou cerca de 15 mil soldados  norte-americanos durante a segunda guerra, que passaram na base militar de Natal e aos domingos se viam em verdadeiras freviocas desta dança. 

 

Francimar Bezerra 
Goiana de nascimento
Nordestina de herança
Brasileira

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