As diferenças não são ruins

As diferenças não são ruins
Imagens disponíveis em: https://escoladainteligencia.com.br/como-ensinar-as-criancas-a-terem-respeito-as-diferencas/

   Como está difícil de conversar com as pessoas na cidade da gente, pois tudo se transforma em crítica e acusação, e no tocante à realidade do Brasil também, já que as políticas públicas para a saúde, para a educação, bem estar ainda estão muito longe de ser além de breve discurso, voemos para os Estados Unidos.
  Vou confessar que por força de minha formação em comunicação social, me declarei inimiga dos Estados Unidos em uma época que a colonização cultural e o domínio das massas era o principal discurso. Não queria nem pensar em estudar inglês. Mas fui estudar inglês e a raiva passou.
  Independentemente de tudo isso ter passado ou não, estamos vivendo um tempo de mudanças. Imagine você que depois da derrota, quatro anos atrás, os democratas se organizaram voltando os olhos para os povos de diferentes etnias e nações. E não é que uma garota de origem afro-indiana chegou à cadeira de vice-presidente se tornando a primeira mulher na história dos Estados Unidos a ocupá-la.
  Para mim, o registro e valorização de cidadãos norte americanos, mesmo que sejam de origem africana, japonesa, indiana, é suficiente para acreditar na vontade de se fazer o melhor, de se unir, de curar, como diz o Joe Biden.
  Valorizar as diferenças existentes é essencial para se falar em respeito, decência, fé e esperança. Palavras muito ditas nos discursos. Mas vemos aí, ações também. As diferenças não são ruins. Ruim é não conseguirmos aceitá-las e nos tornarmos intransigentes, preconceituosos, racistas e donos da verdade. Ora, o que é a verdade senão o seu ponto de vista, do qual você não abre mão e não relativiza a posição e opinião do outro?

Francimar Bezerra
Professora, Escritora, Jornalista

 

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