Educação no trânsito: e eu com isso?

Educação no trânsito: e eu com isso?
Foto: Disponível em: https://www.sussexsaferroads.gov.uk/info/safer-for-drivers

Todas as pessoas adultas que conheço conhecem alguma história de morte no trânsito ou perderam alguém em um acidente de trânsito.
Já me perguntei diversas vezes o porquê da morte no trânsito ser tratada como algo muito normal na nossa sociedade.
Este tema já se tornou até meio clichê, mas insisto em escrever sobre. Escrever e trabalhar em prol de um trânsito menos violento.
Será que a morte de uma outra pessoa se tornou tão banal assim? Será que somente quando morre alguém que amo é que eu me importo? Será que diante de tantas notícias trágicas eu me acostumei com a tragédia na família do outro?
Será que o trânsito é reflexo da minha educação (ou da falta dela)? Porque eu tento ensinar a tolerância, o respeito e a boa educação para o meu filho mas não faço o que falo?
Acredito que as respostas para estas perguntas estão todas relacionadas com uma palavra: AUTORRESPONSABILIDADE.
Se eu sou parte do trânsito (sim, eu sou!), porque ele anda tão “bagunçado” assim? O trânsito é responsabilidade minha também!
Escrevo como uma pessoa que usa o trânsito todos os dias: para ir da casa ao trabalho, do trabalho ao supermercado, da casa ao lago passear com as cachorras, da casa ao açougue para comprar a carne do churrasco do fim de semana, da minha casa à casa dos meus familiares que me esperam com alegria e saudade.
Não me custa colocar o cinto de segurança também dentro da cidade. Não me custa sair mais cedo para o trabalho para não tirar a diferença no trânsito. Ou não me custa saber que chegarei atrasada no serviço porque eu saí atrasada – eu preciso me responsabilizar! Meu dedo não vai cair se eu der seta para indicar para o outro, que também está utilizando o trânsito, que eu vou virar ou estacionar. Verificar de vez em quando se os faróis, as setas, as luzes de ré e de freio estão funcionando me deixa mais segura: eu preciso ver e ser vista no trânsito. Andar com a velocidade compatível evita que eu tenha surpresas desagradáveis ao longo do meu percurso. Evita que eu machuque/mate alguém ou um animal de estimação. É preciso verificar o nível do óleo, o líquido de arrefecimento, calibrar os pneus uma vez por semana pelo menos.
Motociclista, não ultrapasse pela direita, ande mais devagar, use o capacete corretamente. Não seja mais um na triste estatística de morte no trânsito!
O meu desejo é que ninguém mais morra nas nossas vias e rodovias.
Seja prudente. Seja sensato. Seja responsável.

Raiane Lima
Policial Rodoviária Federal

Foto Disponível em: https://www.aredacao.com.br/noticias/94265/cinto-de-seguranca-obrigatorio-completa-20-anos-com-goianos-mais-conscientes
Compartilhar

Deixe uma resposta