Os livros proibidos

Os livros proibidos
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Você gosta de ler? O que você lê? As mensagens do WhatsApp? Do Facebook? Do Instagran? Alguma revista de moda? Receitas de sobremesas? Algum livro? Quantos livros você leu em 2019? Quantos livros você já leu este ano?
Nos livros estão registrados todo tipo de informação, toda qualidade de histórias, contos, romances, peças teatrais, tragédias e comédias, compêndios, estilos artísticos e pensamentos filosóficos. Ainda bem que a humanidade criou esta forma de registrar suas descobertas, suas pesquisas e seus anseios. E por isso mesmo, muitos deles foram proibidos ao longo da história e ainda o são.
A lista mais famosa de livros proibidos da história foi o Index Librorum Prohibitorum, um índice de livros proibidos, publicado pela primeira vez em 1559 pela Igreja Católica.
Este Index foi editado várias vezes e chegou a 4000 mil livros proibidos. Naqueles anos de trevas, quem era encontrado com um desses livros em seu poder, corria o risco de ser julgado como herege pelo tribunal da Santa Inquisição. E os pobres dos escritores geralmente não escapavam da morte. O Index dos livros proibidos durou cerca de 400 anos entre 1559 e 1966. Aí perdeu totalmente a moral e foi esquecido.
Foram anos de trevas pois o conhecimento literalmente foi proibido. A própria bíblia era conhecida por poucos. Toda escrita em latim. E o povo analfabeto. Então Martinho Lutero, teólogo respeitado da Igreja Católica, propôs teses para mudar a forma da igreja agir, só que acabou sendo excomungado e expulso da Igreja Romana. Então ele traduziu a bíblia para o alemão, e nesse processo muita gente aprendeu a ler. Foi também naqueles idos do século XV que Johann Gutenberg inventou a imprensa e revolucionou a divulgação de livros e de informação. Foi justamente a bíblia traduzida por Martinho Lutero, o primeiro livro inteiro impresso. Hoje sendo o mais impresso e mais lido.
E por que livros eram e são proibidos até hoje? Por que trazem linguagem de teor erótico e pornográfico, porque expõem situações de violências e drogas, porque tem apelo revolucionário, porque colocam animais e pessoas como seres na mesma hierarquia, porque propõem a arte da magia e da bruxaria. Porque apresentam novas ideias que contradizem as que já estão postas.
O que você diria ao saber que livros do Harry Potter foram proibidos nos Emirados Árabes devido às suas mágicas? E Alice no País das Maravilhas proibido na China pois coloca animais e seres humanos em pé de igualdade, assim como os 50 Tons de cinza, mais escuros e de liberdade do Gray foram censurados na Flórida, Geórgia e Wisconsin, nos EUA, e na cidade de Macaé, no Brasil, devido ao seu teor sexual. Até o livro O crime do Padre Amaro foi proibido.
E não podemos esquecer dos escritores, pensadores, cientistas que também foram proibidos de pensar e de escrever. Sócrates, um dos pais da filosofia foi obrigado a beber cicuta pois plantava novas ideias nas mentes jovens. Galileu Galilei confirmou o sol como centro do sistema solar e se não tivesse recuado em suas descobertas, teria sido morto também. Mesmo assim ficou em prisão domiciliar proibido de divulgar suas descobertas.
Por que livros são proibidos? Por que jornais já foram fechados ou destruídos? Por que filmes são censurados e proibidos? Por que o conhecimento é literalmente jogado na fogueira? Por que a informação dá poder. Um poder que revoluciona, que liberta. Só que as pessoas não querem isso. Aqui no Brasil, a maioria das pessoas se contenta em deslizar o dedo na touchscreen do celular. Uma ilusão que parece não ter fim.

Francimar Bezerra
Jornalista, Professora, Escritora.

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