RETROSPECTIVA 2020 NF CLASSIFICADOS – JUNHO

RETROSPECTIVA 2020 NF CLASSIFICADOS – JUNHO
Colleagues in the office practicing alternative greeting to avoid handshakes during COVID-19 pandemic

    O mês de junho, na esfera do governo federal brasileiro foi marcado pelo entra e sai de ministros da educação no MEC. Em 18 de junho o ministro da educação Abraham Weintraub anunciou sua saída do governo em meio a grande polêmica nacional sobre seu comportamento diante dos diferentes poderes nacionais e mesmo sua postura diante de líderes internacionais. Sua saída do país foi cercada de suspeitas sobre como e porque saiu às pressas.
   O ministro nomeado a seguir, o professor e economista Carlos Alberto Decotelli, não chegou a ser oficialmente empossado pois pediu demissão diante das denúncias de fraudes em seu currículo. Na semana seguinte, no  dito currículo, já constava experiência no ministério da educação. Somente em 10 de julho o professor Milton Ribeiro foi anunciado como novo ministro da educação. O mesmo se sustenta no cargo até os dias atuais.  
   Outros secretários, diretores e ministros saíram e entraram no governo ainda em junho. O fato mais curioso foi a recriação do ex-ministério das comunicações e entregue ao deputado federal Fabio Faria do PSD-RN.
  Ainda em 18 de junho foi preso o ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro, Fabrício Queiroz, investigado por suspeita de coordenar esquema de rachadinhas no gabinete do então deputado Flávio no Rio de Janeiro. Rachadinhas era o nome dado à extorsão de funcionários da Assembleia Legislativa que recebiam o pagamento, mas devolviam parte do mesmo ao deputado.
   Neste mês ainda foi discussão entre os brasileiros qual seria a melhor forma de governo para o país: democracia ou ditadura? Democracia obteve maioria dos votos, mas a porcentagem de adeptos da ditadura militar e daqueles que tanto fez como tanto faz foi significativa e preocupante. Especialmente porque em quase metade da população entrevistada o medo da volta à ditadura reinou devido aos acontecimentos e atos públicos em prol do regime ditador.
    Enquanto a política nacional divide o Brasil sobre fake news, sobre a credibilidade dos representantes nacionais e suspeitas de corrupções cada vez mais espantosas, o país ultrapassa o Reino Unido em número de mortos por COVID-19, ocupando o segundo lugar. Mesmo assim inicia as medidas de flexibilização da quarentena. Várias nações se unem em busca da vacina contra COVID-19 e contra o racismo e os preconceitos de toda forma. 
  Já neste mês começou a agonia de áreas florestais que queimavam sem controle e sem política ambiental e de combate aos incêndios devido à seca e às queimadas criminosas, especialmente na Floresta Amazônica e no Pantanal Mato-grossense. 

Da Redação: Francimar Bezerra

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