Vivemos uma distopia?

Vivemos uma distopia?
Imagem disponível em http://www.senhoreco.org/2013/01/o-filme-avatar-e-o-meio-ambiente.html

      Gostaria de propor a você, leitor, um jogo de palavra. Você sabe o que é distopia? Se pensarmos em algo fisiológico é quando algum órgão do corpo está localizado no corpo de forma anômala. Anômala, é claro que você sabe que é o mesmo que estranha. Por exemplo, alguém que pode nascer com o pâncreas junto do intestino delgado.
    Distopia também pode ser um lugar ou um estado imaginário em que se vive em condições de extrema opressão, desespero ou privação. É o mesmo que antiutopia. Nada de sonhos bons. E o que desejo expressar mesmo é que a vida está imitando a arte. Há uma infinidade de histórias fantásticas de ficção que narram um cenário de distopia. Esse tipo de filme me atrai muito, se bem que, ultimamente tenho pensado que estamos bem mergulhados em uma realidade distópica.
      Sabe, aquelas sociedades com umas regras para dominar todo mundo, da forma de sentir até a forma de amar e cultuar o ser supremo. Imagina como fiquei encantada com aquele filme em que as pessoas são obrigadas a tomar um medicamento para não sentir, nem sorrir, nem chorar, nem se emocionar. Equilibrium. Esse é o nome. 
      O mais interessante em todas estas histórias distópicas é que sempre há um grupo que acredita no utópico, são os rebeldes, os contrários à ordem posta para controlar a todos. Os rebeldes neste caso, lutam pela liberdade, pela opção de escolher, pela aceitação das diferenças de cada um. 
       Vou jogar logo gasolina na fogueira, por que o álcool precisa economizar para esterilizar as mãos.              Nós vivemos uma sociedade distópica. Como não?
        Diga que organizar grupos de pedófilos na rede é normal?
       Vai me dizer que disseminar notícias falsas que podem provocar sérios prejuízos aos seres humanos é normal?
     Você tem certeza que discriminar, perseguir e matar pessoas que têm mais melanina na pele é normal?
         Acha mesmo que torturar e exterminar pessoas que não agem afetivamente como você, tudo bem?
       Será que você não tem sensibilidade nenhuma com as notícias de milhares de pessoas morrendo por causa de um maldito vírus que a gente não pode ver?
       Você é do tipo que põe culpa nas mulheres a cada vez que uma delas é estuprada e morta ou surrada até ficar paralítica? 
     Jura que sua religião é a certa, a verdadeira, a única que deve ser aceita e instituída em todo o mundo? Quem foi que te disse isso? Está escrito nas estrelas? 
        Sendo assim, prefiro não fazer parte dos seus contatos, pois despencou no meu conceito. 

 

Francimar Bezerra
Professora, Jornalista, Escritora
Coordena a coluna Água Corrente do NF Classificados.

 

Compartilhar

Deixe uma resposta