Você tem fome de quê?

Você tem fome de quê?
Imagem disponível em: https://ipcac.com.br/do-que-voce-tem-fome/

Segundo estudiosos, nós temos vários tipos de fome. Para a Dra. Jan Chozen Bays, pediatra e monja que trabalha com práticas do “COMER CONSCIENTE” há décadas, nós comemos primeiro com os olhos. Então é essencial que o prato esteja bonito aos olhos. Mesmo que seja aquele pratinho simples de arroz com feijão. Então passamos à fome do nariz. Temos que sentir o cheiro da comida. Se somos despertados pelas cores e pelo cheiro, a seguir temos a vontade de ingerir, mastigar, saborear o salgado, o doce, o apimentado, o cremoso, o crocante.
A quarta fome é a do tato. Você já percebeu que quando você come um pedaço de pizza dobrando-o nas mãos e cobrindo-a de maionese ela é muito mais saborosa? E o frango a passarinho ou uma tapioca recheada com peixe frito, então?
Segundo a Dra. Chan, nossa quinta fome é a do ouvido. Ouvir o barulho crocante da comida em nossa boca, parece que nos estimula mais ainda no prazer de ingerir certos alimentos. Adoro pipoca e amendoim torrado quebrando nos dentes e se desmanchando na boca!
A sexta fome que temos é a do estômago. Essa é muito importante porque precisamos escutá-lo e medir o nível de fome que estamos sentindo. Assim, se você der uma nota de 0 a 10 para sua fome, pode ser que não esteja com fome e nem é a hora de comer. Acabei de dar um dois para minha fome de estômago pois acabei de comer biscoito de queijo e bolacha de nata, pelo simples prazer de provar essa delícia que a colega de trabalho trouxe. E aí mora o perigo dos excessos.
Nossa sétima fome é a celular. Quando nossas células precisam de nutrientes, podemos nos sentir irritados ou com dor de cabeça. Por isso é importante que aprendamos a ouvir nosso corpo e os sinais que ele emite quando necessita de algo, seja água, um creme na pele ou uma porção de doce. Você, mulher, já percebeu que quando está perto de menstruar, dá vontade de repente de comer doce? O corpo já sabe que você vai perder sangue e já exige uma reposição.
A oitava fome que sentimos é da mente. Particularmente esta é incontrolável pois se não estamos com a mente equilibrada e focada nos cuidados necessários ao corpo, objetivos determinados, sobra espaço para viajar nos prazeres da gula. O que pode acarretar grandes preocupações quando subimos na balança ou recebemos o exame que mede as taxas todas de gordura, açúcares e sal em nosso organismo.
Por fim a nona fome é semelhante à da mente. É a do coração. Muitas vezes comemos com emoção, buscando conforto, acolhimento e aceitação. Também buscamos com essa fome, o prazer da infância em certos alimentos feitos pela mãe, pela avó, especialmente para nós. Só porque gostávamos muito.
Quando comi as bolachas de nata, comi com o coração pois é o que eu mais amo! Uma nata bem gorda no meio de um pão francês de ontem. Adoro! E minha mãe sempre que pode, guarda pra mim.
Além dessas fomes todas, ainda temos a fome de saber, de conhecer, de ler, de amar. Essas outras fomes estão conectadas com as primeiras de que falamos. Então, bon appetit!

Francimar Bezerra de Almeida
Professora, jornalista, escritora. (fora do peso padrão do IMC)

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